Tempos de crise – tempos de cuidado (L. Boff)

Por erica sena às 21h43 de 12/05/2012

 

O tema do cuidado é, nos últimos tempos, cada vez mais recorrente na reflexão cultural. Primeiramente, foi veiculado pela medicina e pela enfermagem, pois representa a ética natural destas atividades. Depois foi assumido pela educação e pela ética e feito paradigma por filósofas e teólogas feministas especialmente norteamericanas. Veem nele um dado essencial da dimensão da anima, presente no homem e na mulher. Produziu e continua produzindo uma acirrada discussão especialmente nos EUA entre a ética de base patriarcal centrada no tema da justiça e a ética de base matriarcal assentada no cuidado essencial.

Ganhou força especial na discussão ecológica, constituindo uma peça central da Carta da Terra. Cuidar do meio-ambiente, dos recursos escassos, da natureza e da Terra se tornaram imperativos do novo discurso. Por fim, viu-se o cuidado como definição essencial do ser humano, como é abordado por Martin Heiger em Ser e Tempo recolhendo uma tradição que remonta aos gregos, aos romanos e aos primeiros pensadores cristãos como São Paulo e Santo Agostinho.

Constata-se, outrossim, que a categoria cuidado vem ganhando força sempre que emergem situações críticas. É ele que impede que as crises se transformem em tragédias fatais.

A Primeira Grande Guerra (1914-1918), desencadeada entre países cristãos, destruirá o glamour ilusório da era vitoriana e produziu profundo desamparo metafísico. Foi quando Martin Heidegger (1889-1976) escreveu seu genial Ser e Tempo (1929), cujos parágrafos centrais (§ 39-44) são dedicados ao cuidado como ontologia do ser humano.

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), despontou a figura do pediatra e psicólogo D. W. Winnicott (1896-1971) encarregado pelo governo inglês para acompanhar crianças órfãs ou vítimas dos horrores dos bombardeios nazistas sobre Londres. Desenvolveu toda uma reflexão e uma prática ao redor dos conceitos de cuidado (care), de preocupação pelo outro (concern) e de conjunto de apoios a crianças ou a pessoas vulneráveis (holding), aplicáveis também aos processos de crescimento e de educação.

Em 1972 o Clube de Roma lançou o alarme ecológico sobre o estado doentio da Terra. Identificou a causa principal: o nosso padrão de desenvolvimento, consumista, predatório, perdulário e totalmente sem cuidado para com os recursos escassos da natureza e os dejetos produzidos. Depois de vários encontros organizados pela ONU a partir dos anos 70 do século passado, chegou-se à proposta do um desenvolvimento sustentável, como expressão do cuidado humano pelo meio ambiente mas centrado especialmente no aspecto econômico.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) e a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) elaboraram em 1991 uma estratégia minuciosa para o futuro do planeta sob o signo Cuidando do Planeta Terra (Caring for the Earth 1991). Ai se diz: A ética do cuidado se aplica tanto a nível internacional como a níveis nacional e individual; nenhuma nação é autossuficiente; todos lucrarão com a sustentabilidade mundial e todos estarão ameaçados se não conseguirmos atingi-la.

Em março de 2000, recolhendo esta tradição, termina em Paris, depois de oito anos de trabalho a nível mundial, a redação da Carta da Terra. A categoria sustentabilidade, cuidado ou o modo sustentável de viver constituem os dois eixos articuladores principais do novo discurso ecológico, ético e espiritual. Em 2003 a UNESCO assumiu oficialmente a Carta da Terra e a apresentou como um substancial instrumento pedagógico para a construção responsável de nosso futuro comum.

Em 2003 os Ministros ou Secretários do meio ambiente dos países da América Latina e do Caribe elaboram notável documento Manifesto pela vida, por uma ética da sustentabilidade onde a categoria cuidado é incorporada na ideia de um desenvolvimento para que seja efetivamente sustentável e radicalmente humano.

O cuidado está especialmente presente nas duas pontas da vida: no nascimento e na morte. A criança sem o cuidado não existe. O moribundo precisa do cuidado para sair decentemente desta vida.

Quando desponta alguma crise num grupo gerando tensões e divisões, é a sabedoria do cuidado o caminho mais adequado para ouvir as partes, favorecer o diálogo e buscar convergências. O cuidado se impõe quando irrompe alguma crise de saúde que exige internação hospitalar. O cuidado é posto em ação por parte dos médicos, médicas, dos enfermeiros e enfermeiras, decidindo sobre o que melhor fazer.

O cuidado é exigido em praticamente todas as esferas da existência, desde o cuidado do corpo, da vida intelectual e espiritual, da condução geral da vida até ao se atravessar uma rua movimentada, Como já observava o poeta romano Horácio, “o cuidado é aquela sombra que nunca nos abandona porque somos feitos a partir do cuidado”.

Hoje dada a crise generalizada seja social seja ambiental, o cuidado torna-se imprescindível para preservarmos a integridade da Mãe Terra e salvaguardar a continuidade de nossa espécie e de nossa civilização.

 

Leonardo Boff é teólogo e professor emérito de ética da UERJ.

                                               

Oito estudantes engajados em projetos socioambientais receberão prêmios de até R$ 15 mil, a serem convertidos para o projeto. Votação no Facebook também é novidade no processo de seleção dos ganhadores.
Estão abertas as inscrições para a edição 2012 do Programa Jovens Embaixadores Ambientais, uma parceria mundial entre a Bayer e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
INSCRIÇÃO ATÉ 29 DE JUNHO! Veja como deve ser feita:

O jovem deve acessar o site bayerjovens.com.br até 29 de junho de 2012e descrever o projeto socioambiental do qual participa, incluindo quais atividades realiza, os benefícios da iniciativa e resultados alcançados.
                                              
O concurso oferece duas premiações – uma no Brasil e outra na Alemanha
Com o objetivo de reconhecer as melhores práticas socioambientais entre jovens e traz novidades: na edição 2012, os oito estudantes ganhadores receberão prêmios que variam de R$ 2 mil a R$ 15 mil, de acordo com a classificação individual, convertidos em bolsas de estudos ou mercadorias para o projeto.
Adicionalmente, os jovens premiados no Brasil terão a oportunidade de conhecer um destino ecológico com boas práticas na área de sustentabilidade no País.
 Já os estudantes premiados e com fluência em inglês terão a oportunidade de participar de uma semana de atividades em Leverkusen, cidade sede da Bayer, na Alemanha.
O programa também proporciona aos premiados conhecimentos sobre boas práticas na área de sustentabilidade, além da troca de experiências com os vencedores de outros 18 países da América Latina, Ásia e África.
Nas suas premiações, todas as despesas da viagem serão pagas pela Bayer.
Os pré-requisitos para participar do Programa são:
  • ter idade entre 18 e 24 anos;
  • estar regularmente matriculado no ensino médio, cursos universitários ou de pós-graduação reconhecidos pelo MEC,
  • e participar ativamente de projetos socioambientais. O projeto pode ser uma iniciativa própria ou conduzida por intermédio da iniciativa privada, de associações, entidades e/ou Organizações Não Governamentais (ONGs).

Novidade: votação no Facebook pode ampliar nota dos projetos

 Outra novidade na edição 2012 do Programa Bayer Jovens Embaixadores Ambientais é a ampliação do processo de seleção dos vencedores. Agora, os estudantes podem promover uma votação no Facebook, que pode ajudar a ampliar a nota de seu projeto na classificação final.
Após se inscrever no Programa, o estudante será convidado a acessar a página Bayer Jovens no Facebook – www.facebook.com.br/bayerjovens – e fazer um rápido cadastro de seu projeto. Além de um descritivo, pode incluir imagens e até mesmo um vídeo. Depois, é só movimentar sua rede de relacionamento para a votação, que será feita por meio do recurso “Curtir” do Facebook.
 Os dez projetos mais “curtidos” nessa página ganharão pontos extras que podem fazer a diferença na nomeação dos vencedores.
Assim como em anos anteriores, o Programa conta com uma comissão julgadora formada por profissionais especializados nas áreas de responsabilidade social e meio ambiente. Esse grupo atribui notas em uma escala de 0 a 100 a cada projeto nos quesitos contribuição do projeto para a preservação do meio ambiente, participação do estudante para o desenvolvimento da iniciativa, resultados socioambientais obtidos ou esperados com o projeto e a possibilidade de sua adequação em maior escala. Os pontos extras gerados na votação via Facebook serão acrescidos a essa nota do jurado.
Na etapa final, os oito projetos com as notas mais altas serão visitados por profissionais da Bayer e os jovens entrevistados para averiguar a veracidade do projeto apresentado.
O Programa Bayer Jovens Embaixadores Ambientais é realizado desde 1998 e já premiou cerca de 500 jovens de 18 países. A Bayer foi a primeira empresa a fazer uma parceria mundial de longo prazo com o PNUMA na área da juventude e do meio ambiente. Anualmente, a empresa destina ao PNUMA cerca de € 1,2 milhão.
Para saber mais sobre o Programa e conhecer o regulamento completo, acesse www.bayerjovens.com.br.

Tive o prazer de acompanhar os projetos ganhadores do ano passado no Brasil e na Alemanha, e pude constatar a seriedade e profissionalismo de todos ao fazer o Programa Jovens Embaixadores Ambientais acontecer; assim como constatei a felicidade de todos jovens que ganharam, ao apresentarem seus trabalhos e trocarem suas experiencias com os outros jovens de várias partes do mundo. Realmente é enriquecedor fazer parte, e inesquecível para os que têm essa experiência!  
Para mim, mera coadjuvante entre os jovens, foi um momento inesquecível! Foi muito gratificante  ver os jovens de diversas etnias e culturas juntos, felizes e em harmonia, e com uma  preocupação em comum: a sustentabilidade. 
Boa sorte para os projetos inscritos este ano, que eles sejam no mesmo nível ou melhores do que os apresentados em 2011.


Érica Sena

Galera que foi para Alemanha juntamente com os 4 Embaixadores Ambientais do Brasil -2011

 

Cada vez mais as pessoas têm se deparado com assuntos nas diversas mídias falando sobre temas ambientais, principalmente quando se atrelam  à catástrofes (enchentes, secas, tornados, terremotos, entre outros). Reparem, muito se fala e pouco se faz!

A poluição aumenta nas grandes cidades e nada é feito! O principal vilão é a frota de carros, no qual aumenta exponencialmente e engessa nossa acessibilidade pela cidade. Isto é fruto da campanha bem feita e massacradora, que nos faz acreditar que sua aquisição nos torna melhor, e dos incentivos através de financiamentos a se perder de vista que iludem a todos que querem esse bem de consumo, menos ao bolso e as doenças respiratórias que aparecem devida a inalação dos gases emitidos pela frota.

Incentivam o uso de bicicletas como transporte sustentável, mas não garantem espaço e segurança aos que aderem. O transporte público, uma ótima saída em todos os países desenvolvidos, mas aqui Brasil, as avenidas e marginais cheias e paradas trazem bem mais lucros: mais desgaste dos carros, mais combustíveis, mais estradas superfaturadas e malfeitas sendo inauguradas, enquanto isso, nosso transporte férreo é abandonado.

Fala-se muito em preservar nossas florestas, mas a mudança do Código Florestal está sendo aceita por todos os nossos governantes, e provavelmente será votada, colocando em risco nossa riqueza natural, que poderá em breve virar grandes fazendas de monocultura em poder das agroindústrias.

Água potável, todos sabem que é um recurso que está se acabando e que não devemos desperdiçá-la, mas os córregos e rios continuam a receber uma carga enorme de substancias químicas impactantes, provenientes da não existência da rede de esgoto e de seu tratamento.

Os alimentos, cada vez perdem suas características nutricionais com tantos aditivos cancerígenos que levam. Comemos transgênicos sem saber na maioria das vezes. Alimentos saudáveis como os orgânicos são caros e poucos têm acesso a ele. Engolimos tudo de ruim, menos substâncias essenciais para o nosso bem estar.

Em nosso país, as questões ligadas à sustentabilidade vivem um momento de retrocesso, teoria e prática não se combinam. Bons estudos na área, profissionais e ambientalistas engajados existem aqui aos montes, mas faltam apoio e vontade dos governantes, líderes diversos e da própria sociedade civil, em efetivamente deixar os lucros e a comodidade da vida moderna e lutar pela causa. O governo, a mídia que alimenta o consumismo falam o que querem, mas nós não somos robôs que dizem sim a tudo e temos força para lutarmos em favor de um lugar com qualidade para vivermos

Chega de colocar responsabilidades nas costas do governo, das indústrias, do nosso vizinho! Somos todos responsáveis por essa causa, pois a natureza não faz distinção de nada!

Um fato é certo: mudaremos nossos hábitos por amor ou por dor. Acho melhor mudar por amor do que pela dor gerada por imposições climáticas e extinção de recursos, não acham? Que tal começarmos a nos transformar, respeitando o planeta e todos os seres que nele vivem?

Erica Sena: Bióloga, gestora ambiental e educadora.  (Abril de 2012)

                                                                          
                                                                             

Eu, tive a honra de coordenar a Tenda Ambiental, juntamente com Sueli Garcia, Edmilson Macedo e Reginaldo Prado. Com pouco tempo e pouco dinheiro, usamos da criatividade com simplicidade  para decorar a tenda.  O reuso de materiais como pets, papelões, jornais, entre outros, mostraram que podemos ensinar/ sensibilizar as pessoas com baixo custo financeiro.

Os temas abordados em painéis foram:

  • a água e seu uso;
  • lixo;
  • os 5Rs do consumo;
  • a importância das áreas verdes;
  • mudanças climáticas.
E muitas outras atividades de Ed. Ambiental.

Fizemos uma exposição ”A ARTE QUE VEM DO LIXO” com peças de conhecidos e da Assoc. Reciclazaro. Vasos de pet, brinquedos de pet, latas decoradas, enfeites com coador de café usado, ecobags de tecidos, entre outros enfeitaram a tenda.

Foi muito legal ver as crianças e adultos brincando com nossos brinquedos e plantando nos vasos de pet.

Vejam as fotos:

          
            
           
Tenda ambiental: 2 tendas normais + geodésica do Baal do Teatro Silva
 

 

Vasos de pet para a oficina de plantio

A oficina de Plantio: um sucesso!

 

A Tenda Ambiental: 2 tendas normais + Geodésica do Baal do Teatro Silva

  
Mais informações sobre a Festa de Aniversário:     http://www.pirituba.net/almanaque/aniversário-de-pirituba/

Foi muito legal!! Valeu a todos que diretamente ou indiretamente ajudaram a realização deste trabalho!

Obrigada a galera da Faculdade Anhanguera de Pirtuba pela ajuda e pela alegria!
Obrigada a Sub-Prefeitura de Pirituba-Jaraguá pela oportunidade!

Érica Sena

Passivo climático sobre os oceanos é de US$ 2 trilhões

Por erica sena às 17h14 de 27/03/2012

Cientistas calcularam quanto a humanidade perderá em serviços ambientais oceânicos até o fim do século devido aos impactos das mudanças climáticas em conjunto com outras ameaças que impomos ao bioma marinho

 

O costume de não planejar o caminho para se alcançar determinados objetivos não é exclusividade dos brasileiros, esta cultura do curto prazo é uma característica generalizada da humanidade e já estamos pagando o preço por décadas de descaso.

Um novo estudo envolvendo pesquisadores internacionais e coordenado pelo Instituto Ambiental de Estocolmo (SEI, em inglês) estima que apenas as mudanças do clima podem reduzir o valor econômico dos recursos marinhos em até US$ 2 trilhões ao longo deste século.

“Valorando o Oceano”, que será publicado na forma de um livro revisado por cientistas até o final do ano, ressalta que precisamos urgentemente de uma abordagem integrada para proteção das imensidões azuis.

Grande parte do estudo se dedica à quantificação dos custos da degradação dos oceanos, geralmente invisível nas análises de custo-benefício incluídas nas políticas atuais. Os custos são avaliados ao longo dos próximos 50 e 100 anos sob cenários de altas e baixas emissões e em cinco categorias: pesca, turismo, aumento do nível do mar, tempestades e estoque de carbono.

“O montante relacionado à inação aumenta muito com o tempo, um fator que precisa ser reconhecido integralmente na contabilização das mudanças do clima”, alerta Frank Ackerman, diretor do Grupo de Economia Climática do SEI-Estados Unidos.

Apesar de a mudança no clima ser uma ameaça gigantesca, não é a única. Um ponto chave do relatório é que a convergência de estressores múltiplos – acidificação, aquecimento, hipoxia, aumento do nível do mar, poluição e sobreuso dos recursos marinhos – podem levar a danos muito maiores do que individualmente.

O estudo não coloca um valor monetário sobre os danos totais projetados, muitos deles sendo perdas incalculáveis como a erradicação de espécies, mas argumenta que com as informações que já temos, os líderes mundiais deveriam agir com precaução, rigidez e de forma integrada (considerando todas as nossas ações que impactam os oceanos).

“O oceano é um grande contribuinte para a economia dos países, e um ator elementar na história de mudanças ambientais na Terra, mesmo assim é cronicamente negligenciado”, lamentou Kevin Noone, coeditor do relatório e membro da Academia Sueca de Ciências.

“Precisamos urgentemente designar um sistema de gerenciamento que trabalhe ao longo das escalas local até global, e que nos permita otimizar o uso dos recursos marinhos de forma sustentável dadas as ameaças simultâneas e geralmente sinérgicas”, ponderou a neozelandesa Julie Hall, outra coautora do estudo.

Além da inclusão da questão em planos econômicos e de desenvolvimento, os autores pedem medidas locais, como a criação de Áreas Marinhas Protegidas, visando melhorar a resiliência dos ecossistemas em casos de eventos extremos (branqueamento de corais, tempestades, etc).

Atlas do Carbono nos Oceanos

Complementando o estudo do SEI, a Comissão Intergovernamental Oceanográfica da UNESCO lançou o Atlas do Carbono na Superfície dos Oceanos, fornecendo registros de 40 anos da acumulação de dióxido de carbono na superfície do oceano.

A absorção líquida de CO2 pelos oceanos auxilia na redução da concentração de gases do efeito estufa na atmosfera, porém o aumento na quantidade de carbono nos mares causa a sua acidificação, ameaçando a vida dos organismos marinhos.

Para tornar o banco de dados amigável para os usuários, ele foi disponibilizado na rede através de uma ferramenta sofisticada de visualização e manipulação online chamada Live Access Server, oferecendo mapas interativos.

Imagem: Carbono na superfície marinha do Atlântico Tropical

23/03/2012   –   Autor: Fernanda B. Mûller   -

Fonte: Instituto CarbonoBrasil

http://www.institutocarbonobrasil.org.br/?id=730031

Vamos apagar a luz na Hora do Planeta 2012?

Por erica sena às 15h08 de 24/03/2012

31 de março de 2012, sábado que vem, acontecerá como em todos os anos, a maior mobilização mundial contra o AQUECIMENTO GLOBAL.

Se vc ainda não participou, participe neste ano!

 Apague as luzes de sua casa por 60 minutos: 20h30 às 21h30 e ajude o Planeta!

Assista o vídeo da Campanha!

http://youtu.be/Djp0PFWCGdw

Bom final de semana!

Érica Sena

Abelhas são bioindicadoras de poluição

Por erica sena às 18h41 de 23/03/2012

 

Pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, revela que as abelhas são bioindicadoras de poluição ambiental. Durante as viagens para coleta de água, néctar e pólen das flores, as abelhas são impregnadas por microrganismos e substâncias químicas presentes na atmosfera, podendo servir de indicador da qualidade do ar.

O estudo realizado pela bióloga Talita Antonia da Silveira foi desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Entomologia, com o objetivo de verificar se o pólen apícola coletado por abelhas Apis Mellifera pode ser utilizado como bioindicador de poluição ambiental. Orientado pelo professor Luís Carlos Marchini, o trabalho foi realizado no apiário do Departamento de Entomologia e Acarologia (LEA), contendo na proximidade áreas agrícolas, industriais e urbana, com plantas ornamentais e frutíferas, em um fragmento de mata nativa.

Talita explica que as abelhas operárias realizam viagens exploratórias em áreas que cercam seu habitat, recolhendo o néctar, a água e o pólen das flores. Com isto, quase todos os setores ambientais — solo, vegetação, água e ar — são explorados. “Durante este processo, diversos microrganismos, produtos químicos e partículas suspensas no ar são interceptados pelas abelhas e podem ficar aderidos ao seu corpo ou ser ingeridos pelas mesmas”, explica a pesquisadora.

Análises

Pautado neste fato, os produtos apícolas podem ser usados como bioindicadores para monitoramento de impacto ambiental causado por fatores biológicos, químicos e físicos. “A analise de elementos traço no pólen podem biomonitorar o ambiente em questão. Esse monitoramento com produtos apícolas pode ser uma das formas de prevenir a contaminação ambiental”, afirma.

As abelhas são insetos sociais que contribuem para o ambiente por meio da polinização, ajudam na agricultura e, de quebra, ainda fornecem mel, geléia real, cera, própolis e pólen. Quanto aos resultados obtidos pelo estudo, Talita salienta que o armazenamento de mel e pólen, a postura da rainha e a ocupação dos favos estão sujeitos às variações sazonais, já que as características produtivas e reprodutivas de colônias de abelhas são influenciadas pelo clima e pela disponibilidade de alimento na região em que são criadas.

“As abelhas utilizaram vegetação de diversos tipos presentes no ambiente, aproveitaram as plantas ruderais como fonte de coleta de pólen para manutenção de suas colônias e acrescentaram à sua dieta o pólen de outras plantas arbóreas, arbustivas e herbáceas, conforme o recurso tornou-se disponível na área”, contou a pesquisadora.

“Quanto à interferência do clima nos parâmetros físico-químicos, o estudo mostrou que as condições meteorológicas do ambiente influenciam a qualidade e a coleta do pólen”, conclui Talita.

Ana Carolina Miotto, da Esalq

(Agência USP)

http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/abelhas-sao-bioindicadoras-de-poluicao-ambiental/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=mercado-etico-hoje

Fonte: Mercado Ético

Hoje é o Dia Mundial da Água! Salve o que ainda nos resta!

Por erica sena às 17h34 de 22/03/2012

No Dia da Água é necessário relembrar esse vídeo triste, mas que nos  sensibiliza para usarmos  racionalmente este bem fundamental: a água!

A versão antiga:

CARTA ESCRITA NO ANO 2070

Agora a versão desta Carta feita em 2011:

Carta Escrita do Ano 2070 (nova versão 2011)

 

Mudança de Atitude já! Não ao desperdício de água potável!

Érica Sena

Sabedoria da Terra

Por erica sena às 21h15 de 24/02/2012

Terra, ensina-me a quietude, como a relva é silenciosa pela luz.

Terra, ensina-me a sofrer, como as velhas pedras sofrem com a lembrança.

Terra, ensina-me a humildade, como as flores são humildes em seus primórdios.

Terra, ensina-me a acarinhar, como a mãe que envolve seu bebê.

Terra, ensina-me a coragem, como a árvore que se eleva solitária.

Terra, ensina-me a limitação, como a formiga que rasteja no solo.

Terra, ensina-me a liberdade, como a águia que paira no céu. Terra, ensina-me a resignação, como as folhas que morrem no outono.

Terra, ensina-me a regeneração, como a semente que brota na primavera.

Terra, ensina-me a esquecer de mim mesmo, como a neve que derrete esquece sua vida.

Terra, ensina-me a lembrar da bondade, como os campos áridos choram com a chuva.

“UTE” Philip Novak – A Sabedoria do Mundo .

https://www.facebook.com/pages/O-Bosque-de-Berkana/206807786067043

Fonte: Bosque de Berkana

Carbono mais ‘caro’ pode salvar espécies

Por erica sena às 10h47 de 08/02/2012

 

Essa matéria feita pela SABINE RIGHETTI e publicada na Folha. com é muito boa e merece ser compatilhada.

Quanto maior o valor de mercado da tonelada de carbono não emitido na atmosfera, mais espécies de plantas e de animais que vivem nas florestas são preservadas.

É o que indica um estudo de pesquisadores europeus coordenados por um economista brasileiro.

O grupo parte do princípio de que as políticas de crédito de carbono ajudam a manter as florestas em pé.

editoria de arte/folhapress

Isso porque o sistema permite que quem tenha preservado suas florestas venda créditos a quem tenha poluído além do que determinam as convenções internacionais.

A política começou a ser discutida na primeira reunião do painel do clima da ONU, em 1988.

A ideia é que esse tipo de negociação aconteça principalmente entre países ricos (que poluem muito) e os mais pobres (que emitem menos carbono e venderiam seus créditos).

A conclusão dos pesquisadores é que quanto mais alto o valor do crédito de carbono no mercado, mais sobrevida ganham as florestas e os animais que vivem nela.

Sem as políticas de crédito de carbono, calculam os cientistas, 36 mil espécies de animais e de plantas florestais seriam extintas até 2100.

Com a tonelada de carbono a US$ 7, valor perto do que é negociado hoje, cerca de 50% dessas espécies seriam preservadas até 2100.

Se o preço subisse para US$ 25 a tonelada, a preservação aumentaria para 94% das espécies florestais.

Para o economista Bernardo Strassburg, do ISS (Instituto Internacional para Sustentabilidade), que coordenou o trabalho, negociar a tonelada do carbono a US$ 25 é bastante factível. “Em 2007, quando o mercado de crédito de carbono estava aquecido, chegamos a negociar a tonelada a US$ 34.”

De acordo com Strassburg, o IPCC (painel do clima da ONU) considera que até US$ 100 por tonelada são aceitáveis.

Hoje, o mercado de crédito de carbono está desaquecido por falta de acordo nas convenções internacionais de clima.

Além disso, algumas correntes defendem que os créditos favorecem mais o mercado do que o ambiente.

DEPENDE DA FLORESTA

Os impactos dos créditos de carbono na preservação das espécies, de acordo com a pesquisa, dependem da biodiversidade da floresta e variam em cada região.

“Na Mata Atlântica, por exemplo, a manutenção da floresta reduziria significativamente a perda de biodiversidade do Brasil”, disse o coordenador do trabalho.

Para o economista, é importante saber quais áreas valem mais a pena serem preservadas para direcionar políticas. Ele lembra que manter as florestas não significa ter menos áreas agrícolas.

“Podemos expandir a produção agrícola por meio de novas tecnologias, sem mexer nas florestas.”

O estudo foi publicado no domingo na revista “Nature Climate Change”. Agora, os cientistas planejam ampliar a análise do impacto das políticas de carbono na preservação em áreas não florestais, como as savanas.

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1044536-carbono-mais-caro-pode-salvar-especies.shtml

Fonte: Folha.com; 06/02

ECOcardioGRAMA

erica sena
@erica sena
Sou uma ambientalista tentando alertar os seres humanos! Sou bióloga, gestora ambiental, especialista em Tecnologia Ambiental e educadora. Escrevo artigos ambientais e faço palestras. Tenho um blog ambiental: PENSAR ECO, É LÓGICO! http: pensareco.blogspot.com/ ECOcardioGRAMA: http://atitudesustentavel.uol.com.br/ecocardiograma/ Desempenho também a parte de comunicação digital de duas cooparativas: http://cooperativacooperaacs.blogspot.com http://cooperativacrescer.blogspot.com/
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