O desafio ambiental de se colocar em prática as 4 Ecologias

Por erica sena às 13h00 de 06/12/2012

A palavra ECOLOGIA já foi ouvida por todos vocês, não foi? Desde a Rio-92 a mídia começou a usar essa palavra indiscriminadamente, virou moda, mas pouco foi explicado sobre o conceito dessa palavra.

A palavra Ecologia tem origem no grego ”oikos“, que significa casa, e “logos“, estudo, significando “O estudo da casa (Terra). Foi usada pela primeira vez em 1869, pelo cientista alemão Ernst Haeckel  para designar o estudo das relações entre os seres vivos e o ambiente em que vivem.

Hoje e Ecologia moderna se dividiu em várias vertentes, de acordo com o Teólogo ambientalista Leonardo Boff: ecologia ambiental, ecologia social, ecologia mental e integral. Abaixo o o conceito de cada uma das vertentes segundo Boff.

Ecologia ambiental se preocupa com o meio ambiente, para que não sofra excessiva desfiguração, com qualidade de vida e com a preservação das espécies em extinção. Ela vê a natureza fora do ser humano e da sociedade. Procura tecnologias novas, menos poluentes, privilegiando soluções técnicas. Ela é importante porque procura corrigir os excessos da voracidade do projeto industrialista mundial, que implica sempre custos ecológicos altos.

Se não cuidarmos do planeta como um todo, podemos submetê-lo a graves riscos de destruição de partes da biosfera e, no seu termo, inviabilizar a própria vida no planeta.

Ecologia social -não quer apenas o meio ambiente, quer o ambiente inteiro. Insere o ser humano e a sociedade dentro da natureza. Preocupa-se não apenas com o embelezamento da cidade, com melhores avenidas, com praças ou praias mais atrativas. Mas prioriza o saneamento básico, uma boa rede escolar e um serviço de saúde decente. A injustiça social significa uma violência contra o ser mais complexo e singular da criação que é o ser humano, homem e mulher. Ele é parte e parcela da natureza.

A ecologia social defende o desenvolvimento sustentável. É aquele em que se atende às carências básicas dos seres humanos hoje sem sacrificar o capital natural da Terra e se considera também as necessidades das gerações futuras que têm direito à sua satisfação e de herdarem uma Terra habitável com relações humanas minimamente justas.

Ecologia mental ou profunda sustenta que as causas do déficit da Terra não se encontram apenas no tipo de sociedade que atualmente temos mas também no tipo de mentalidade que vigora, cujas raízes alcançam épocas anteriores à nossa história moderna, incluindo a profundidade da vida psíquica humana consciente e inconsciente, pessoal e arquetípica.

Há em nós instintos de violência, vontade de dominação, arquétipos sombrios que nos afastam da benevolência em relação à vida e à natureza. Aí dentro da mente humana se iniciam os mecanismos que nos levam a uma guerra contra a Terra. Eles se expressam por uma categoria: a nossa cultura antropocêntrica. O antropocentrismo considera o ser humano rei/rainha do universo. Pensa que os demais seres só têm sentido quando ordenados ao ser humano; eles estão aí disponíveis ao seu bel-prazer. Esta estrutura quebra com a lei mais universal do universo: a solidariedade cósmica. Todos os seres são interdependentes e vivem dentro de uma teia intrincadíssima de relações. Todos são importantes.

Ecologia integral- parte de uma nova visão da Terra. É a visão inaugurada pelos astronautas a partir dos anos 60 quando se lançaram os primeiros foguetes tripulados. Eles vêem a Terra de fora da Terra. De lá, de sua nave espacial ou da Lua, como testemunharam vários deles, a Terra aparece como resplandecente planeta azul e branco que cabe na palma da mão e que pode ser escondido pelo polegar humano.

O ser humano é a própria Terra enquanto sente, pensa, ama, chora e venera. Os cosmólogos, vindos da astrofísica, da física quântica, da biologia molecular, nos advertem que o inteiro universo se encontra em cosmogênese. Isto significa: ele está em gênese, se constituindo e nascendo, formando um sistema aberto, sempre capaz de novas aquisições humanos, estamos igualmente em processo de antropogênese, de constituição e de nascimento.

Bom depois dessas informações não se pode mais dizer que Ecologia é apenas preservar a natureza. É muito mais abrangente. Pois tudo está interligado no Planeta.

Saiba mais:

Assista o vídeo de Leonardo Boff:

As 4 Ecologias de Leonardo Boff

http://leonardoboff.com/site/lboff.htm

Érica Sena

Hoje se fala muito em sustentabilidade e desenvolvimento sustentável. Eles viraram termos da moda, sendo usados principalmente para fins marqueteiros, mas poucos sabem que esses dois termos não são novos, pois foram usados primeiramente no Relatório elaborado pela ONU,  em 1987, chamado de “ O Nosso Futuro Comum”, e depois na Rio-92.

Encontra-se no Relatório “O Nosso Futuro Comum” o seguinte conceito de Desenvolvimento Sustentável: aquele que “ procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem suas próprias necessidades”.

Em nossa Constituição Federal de 1988, no Artigo 225, mesmo não usando  a palavra, o conceito de sustentabilidade está implícito, sendo um dever de todos nós.

“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.”

Hoje, a palavra sustentabilidade entrou na mídia, e assim, tudo virou sustentável como num passe de mágica, com a intenção de conquistar o mercado, fazendo que todos consumam sem culpa (“greenwashing” = maquiagem verde). Claro que existem empresas comprometidas com este assunto, possuindo políticas de sustentabilidade, mas uma grande parte não as têm.

Poucos sabem que a sustentabilidade de uma empresa/produto ou de um serviço tem que ser construída em cima de 3 bases: ambiental, social e econômica (“triple botton line”). Para ser sustentável tem que ser ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente viável. Se uma das bases não for contemplada a sustentabilidade não ocorrerá.

Como saber se as empresas têm ações realmente sustentáveis, ou não? A maioria das empresas sérias fazem relatórios de sustentabilidade, onde mostram projetos socioambientais que desenvolvem e falam sobre as tecnologias verdes usadas dentro do seu processo produtivo. Esses relatórios são disponíveis nos sites da empresas.

É nosso dever tornarmos cidadãos mais conscientes e sustentáveis, afim de  lutar pela garantia da qualidade de vida da geração presente e da geração futura.  É bom lembrar que as ações sustentáveis só darão resultados a médio e longo prazo, e não imediatamente. As atitudes tomadas agora farão parte do legado que deixaremos às próximas gerações. Que tal escolhermos consumir produtos menos impactantes ao meio ambiente e à nossa saúde, além de tornarmos nossas atitudes mais ambientalmente corretas?

A sustentabilidade deve ser  construída com o desenvolvimento humano, baseado no bom relacionamento com o próximo e com a natureza.

“O futuro será verde ou não? Esta verdade está no coração do maior desafio da humanidade: Aprender a viver em harmonia com a Terra em uma base verdadeiramente sustentável.”(Ambientalista Sir Jonathon Porritt)

Que tal encarar este desafio acima? O prêmio virá a longo prazo, mas garantirá a sobrevivência da nossa espécie e de outras que habitam o Planeta Terra.

Érica  Sena

 

Cada vez mais as pessoas têm se deparado com assuntos nas diversas mídias falando sobre temas ambientais, principalmente quando se atrelam  à catástrofes (enchentes, secas, tornados, terremotos, entre outros). Reparem, muito se fala e pouco se faz!

A poluição aumenta nas grandes cidades e nada é feito! O principal vilão é a frota de carros, no qual aumenta exponencialmente e engessa nossa acessibilidade pela cidade. Isto é fruto da campanha bem feita e massacradora, que nos faz acreditar que sua aquisição nos torna melhor, e dos incentivos através de financiamentos a se perder de vista que iludem a todos que querem esse bem de consumo, menos ao bolso e as doenças respiratórias que aparecem devida a inalação dos gases emitidos pela frota.

Incentivam o uso de bicicletas como transporte sustentável, mas não garantem espaço e segurança aos que aderem. O transporte público, uma ótima saída em todos os países desenvolvidos, mas aqui Brasil, as avenidas e marginais cheias e paradas trazem bem mais lucros: mais desgaste dos carros, mais combustíveis, mais estradas superfaturadas e malfeitas sendo inauguradas, enquanto isso, nosso transporte férreo é abandonado.

Fala-se muito em preservar nossas florestas, mas a mudança do Código Florestal está sendo aceita por todos os nossos governantes, e provavelmente será votada, colocando em risco nossa riqueza natural, que poderá em breve virar grandes fazendas de monocultura em poder das agroindústrias.

Água potável, todos sabem que é um recurso que está se acabando e que não devemos desperdiçá-la, mas os córregos e rios continuam a receber uma carga enorme de substancias químicas impactantes, provenientes da não existência da rede de esgoto e de seu tratamento.

Os alimentos, cada vez perdem suas características nutricionais com tantos aditivos cancerígenos que levam. Comemos transgênicos sem saber na maioria das vezes. Alimentos saudáveis como os orgânicos são caros e poucos têm acesso a ele. Engolimos tudo de ruim, menos substâncias essenciais para o nosso bem estar.

Em nosso país, as questões ligadas à sustentabilidade vivem um momento de retrocesso, teoria e prática não se combinam. Bons estudos na área, profissionais e ambientalistas engajados existem aqui aos montes, mas faltam apoio e vontade dos governantes, líderes diversos e da própria sociedade civil, em efetivamente deixar os lucros e a comodidade da vida moderna e lutar pela causa. O governo, a mídia que alimenta o consumismo falam o que querem, mas nós não somos robôs que dizem sim a tudo e temos força para lutarmos em favor de um lugar com qualidade para vivermos

Chega de colocar responsabilidades nas costas do governo, das indústrias, do nosso vizinho! Somos todos responsáveis por essa causa, pois a natureza não faz distinção de nada!

Um fato é certo: mudaremos nossos hábitos por amor ou por dor. Acho melhor mudar por amor do que pela dor gerada por imposições climáticas e extinção de recursos, não acham? Que tal começarmos a nos transformar, respeitando o planeta e todos os seres que nele vivem?

Erica Sena: Bióloga, gestora ambiental e educadora.  (Abril de 2012)

                                                                          
                                                                             

Eu, tive a honra de coordenar a Tenda Ambiental, juntamente com Sueli Garcia, Edmilson Macedo e Reginaldo Prado. Com pouco tempo e pouco dinheiro, usamos da criatividade com simplicidade  para decorar a tenda.  O reuso de materiais como pets, papelões, jornais, entre outros, mostraram que podemos ensinar/ sensibilizar as pessoas com baixo custo financeiro.

Os temas abordados em painéis foram:

  • a água e seu uso;
  • lixo;
  • os 5Rs do consumo;
  • a importância das áreas verdes;
  • mudanças climáticas.
E muitas outras atividades de Ed. Ambiental.

Fizemos uma exposição ”A ARTE QUE VEM DO LIXO” com peças de conhecidos e da Assoc. Reciclazaro. Vasos de pet, brinquedos de pet, latas decoradas, enfeites com coador de café usado, ecobags de tecidos, entre outros enfeitaram a tenda.

Foi muito legal ver as crianças e adultos brincando com nossos brinquedos e plantando nos vasos de pet.

Vejam as fotos:

          
            
           
Tenda ambiental: 2 tendas normais + geodésica do Baal do Teatro Silva
 

 

Vasos de pet para a oficina de plantio

A oficina de Plantio: um sucesso!

 

A Tenda Ambiental: 2 tendas normais + Geodésica do Baal do Teatro Silva

  
Mais informações sobre a Festa de Aniversário:     http://www.pirituba.net/almanaque/aniversário-de-pirituba/

Foi muito legal!! Valeu a todos que diretamente ou indiretamente ajudaram a realização deste trabalho!

Obrigada a galera da Faculdade Anhanguera de Pirtuba pela ajuda e pela alegria!
Obrigada a Sub-Prefeitura de Pirituba-Jaraguá pela oportunidade!

Érica Sena

Sabedoria da Terra

Por erica sena às 21h15 de 24/02/2012

Terra, ensina-me a quietude, como a relva é silenciosa pela luz.

Terra, ensina-me a sofrer, como as velhas pedras sofrem com a lembrança.

Terra, ensina-me a humildade, como as flores são humildes em seus primórdios.

Terra, ensina-me a acarinhar, como a mãe que envolve seu bebê.

Terra, ensina-me a coragem, como a árvore que se eleva solitária.

Terra, ensina-me a limitação, como a formiga que rasteja no solo.

Terra, ensina-me a liberdade, como a águia que paira no céu. Terra, ensina-me a resignação, como as folhas que morrem no outono.

Terra, ensina-me a regeneração, como a semente que brota na primavera.

Terra, ensina-me a esquecer de mim mesmo, como a neve que derrete esquece sua vida.

Terra, ensina-me a lembrar da bondade, como os campos áridos choram com a chuva.

“UTE” Philip Novak – A Sabedoria do Mundo .

https://www.facebook.com/pages/O-Bosque-de-Berkana/206807786067043

Fonte: Bosque de Berkana

Carbono mais ‘caro’ pode salvar espécies

Por erica sena às 10h47 de 08/02/2012

 

Essa matéria feita pela SABINE RIGHETTI e publicada na Folha. com é muito boa e merece ser compatilhada.

Quanto maior o valor de mercado da tonelada de carbono não emitido na atmosfera, mais espécies de plantas e de animais que vivem nas florestas são preservadas.

É o que indica um estudo de pesquisadores europeus coordenados por um economista brasileiro.

O grupo parte do princípio de que as políticas de crédito de carbono ajudam a manter as florestas em pé.

editoria de arte/folhapress

Isso porque o sistema permite que quem tenha preservado suas florestas venda créditos a quem tenha poluído além do que determinam as convenções internacionais.

A política começou a ser discutida na primeira reunião do painel do clima da ONU, em 1988.

A ideia é que esse tipo de negociação aconteça principalmente entre países ricos (que poluem muito) e os mais pobres (que emitem menos carbono e venderiam seus créditos).

A conclusão dos pesquisadores é que quanto mais alto o valor do crédito de carbono no mercado, mais sobrevida ganham as florestas e os animais que vivem nela.

Sem as políticas de crédito de carbono, calculam os cientistas, 36 mil espécies de animais e de plantas florestais seriam extintas até 2100.

Com a tonelada de carbono a US$ 7, valor perto do que é negociado hoje, cerca de 50% dessas espécies seriam preservadas até 2100.

Se o preço subisse para US$ 25 a tonelada, a preservação aumentaria para 94% das espécies florestais.

Para o economista Bernardo Strassburg, do ISS (Instituto Internacional para Sustentabilidade), que coordenou o trabalho, negociar a tonelada do carbono a US$ 25 é bastante factível. “Em 2007, quando o mercado de crédito de carbono estava aquecido, chegamos a negociar a tonelada a US$ 34.”

De acordo com Strassburg, o IPCC (painel do clima da ONU) considera que até US$ 100 por tonelada são aceitáveis.

Hoje, o mercado de crédito de carbono está desaquecido por falta de acordo nas convenções internacionais de clima.

Além disso, algumas correntes defendem que os créditos favorecem mais o mercado do que o ambiente.

DEPENDE DA FLORESTA

Os impactos dos créditos de carbono na preservação das espécies, de acordo com a pesquisa, dependem da biodiversidade da floresta e variam em cada região.

“Na Mata Atlântica, por exemplo, a manutenção da floresta reduziria significativamente a perda de biodiversidade do Brasil”, disse o coordenador do trabalho.

Para o economista, é importante saber quais áreas valem mais a pena serem preservadas para direcionar políticas. Ele lembra que manter as florestas não significa ter menos áreas agrícolas.

“Podemos expandir a produção agrícola por meio de novas tecnologias, sem mexer nas florestas.”

O estudo foi publicado no domingo na revista “Nature Climate Change”. Agora, os cientistas planejam ampliar a análise do impacto das políticas de carbono na preservação em áreas não florestais, como as savanas.

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1044536-carbono-mais-caro-pode-salvar-especies.shtml

Fonte: Folha.com; 06/02

Os documentos oficiais da ONU e também o atual rascunho para a Rio+20 encamparam o modelo padrão de desenvolvimento sustentável: deve ser economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto. É o famoso tripé chamado de Triple Botton Line (a linha das três pilastras), criado em 1990 pelo britânico John Elkington, fundador da ONG SustainAbility. Esse modelo não resiste a uma crítica séria.

Desenvolvimento economicamente viável: Na linguagem política dos governos e das empresas, desenvolvimento equivale ao Produto Interno Bruto (PIB). Ai da empresa e do país que não ostentem taxas positivas de crescimento anuais! Entram em crise ou em recessão com conseqüente diminuição do consumo e geração de desemprego: no mundo dos negócios, o negócio é ganhar dinheiro, com o menor investimento possível, com a máxima rentabilidade possível, com a concorrência mais forte possível e no menor tempo possível.

Quando falamos aqui de desenvolvimento não é qualquer um, mas o realmente existente que é aquele industrialista/capitalista/consumista. Este é antropocêntrico, contraditório e equivocado. Explico-me.

É antropocêntrico pois está centrado somente no ser humano, como se não existisse a comunidade de vida (flora e fauna e outros organismos vivos) que também precisa da biosfera e demanda igualmente sustentabilidade. É contraditório, pois, desenvolvimento e sustentabilidade obedecem a lógicas que se contrapõem. O desenvolvimento realmente existente é linear, crescente, explora a natureza e privilegia a acumulação privada. É a economia política de viés capitalista. A categoria sustentabilidade, ao contrário, provém das ciências da vida e da ecologia, cuja lógica é circular e includente. Representa a tendência dos ecossistemas ao equilíbrio dinâmico, à interdependência e à cooperação de todos com todos. Como se depreende: são lógicas que se autonegam: uma privilegia o indivíduo, a outra o coletivo, uma enfatiza a competição, a outra a cooperação, uma a evolução do mais apto, a outra a co-evolução de todos interconectados.

É equivocado, porque alega que a pobreza é causa da degradação ecológica. Portanto: quanto menos pobreza, mais desenvolvimento sustentável haveria e menos degradação, o que é equivocado. Analisando, porém, criticamente, as causas reais da pobreza e da degradação da natureza, vê-se que resultam, não exclusiva, mas principalmente, do tipo de desenvolvimento praticado. É ele que produz degradação, pois dilapida a natureza, paga baixos salários e gera assim pobreza.

A expressão desenvolvimento sustentável representa uma armadilha do sistema imperante: assume os termos da ecologia (sustentabilidade) para esvaziá-los. Assume o ideal da economia (crescimento) mascarando, a pobreza que ele mesmo produz.

Socialmente justo: se há uma coisa que o atual desenvolvimento industrial/capitalista não pode dizer de si mesmo é que seja socialmente justo. Se assim fosse não haveria 1,4 bilhões de famintos no mundo e a maioria das nações na pobreza. Fiquemos apenas com o caso do Brasil. O Atlas Social do Brasil de 2010 (IPEA) refere que cinco mil famílias controlam 46% do PIB. O governo repassa anualmente 125 bilhões de reais ao sistema financeiro para pagar com juros os empréstimos feitos e aplica apenas 40 bilhões para os programas sociais que beneficiam as grandes maiorias pobres Tudo isso denuncia a falsidade da retórica de um desenvolvimento socialmente justo, impossível dentro do atual paradigma econômico.

Ambientalmente correto: O atual tipo de desenvolvimento se faz movendo uma guerra irrefreável contra Gaia, arrancando dela tudo o que lhe for útil e objeto de lucro, especialmente, para aquelas minorias que controlam o processo. Em menos de quarenta anos, segundo o Índice Planeta Vivo da ONU (2010) a biodiversidade global sofreu uma queda de 30%. Apenas de 1998 para cá houve um salto de 35% nas emissões de gases de efeito estufa. Ao invés de falarmos nos limites do crescimento melhor faríamos falar nos limites da agressão à Terra.

Em conclusão, o modelo padrão de desenvolvimento que se quer sustentável, é retórico. Aqui e acolá se verificam avanços na produção de baixo carbono, na utilização de energias alternativas, no reflorestamento de regiões degradadas e na criação de melhores sumidouros de dejetos. Mas reparemos bem: tudo é realizado desde que não se afetem os lucros, nem se enfraqueça a competição. Aqui a utilização da expressão “desenvolvimento sustentável” possui uma significação política importante: representa uma maneira hábil de desviar a atenção para a mudança necessária de paradigma econômico se quisermos uma real sustentabilidade. Dentro do atual, a sustentabilidade é ou localizada ou inexistente.

*Teólogo, filósofo e escritor

http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/desenvolvimento-sustentavel-critica-ao-modelo-padrao/

Fonte: Mercado Ético

E aí, usar ou não as sacolas plásticas?

Por erica sena às 14h31 de 29/01/2012

Em 2009 escrevi este artigo, e hoje vejo que ele se encaixa no momento atual.  

Consumidor verde recusa sacolas plásticas, e você?

É impossível negar nossa índole consumista, mas atualmente já existem pessoas que se preocupam em comprar produtos e embalagens que agridam menos o ambiente, os chamados “consumidores verdes”.

Sei que existem inúmeros pontos a serem discutidos, mas vou ao que mais me irrita: a oferta das sacolas plásticas em todos os comércios. Sempre me pergunto por que ainda são usadas em escalas logarítmicas, já que não são resistentes (quem nunca teve uma sacola rasgada e a mercadoria rolando no chão), machucam as mãos, e além do mais, são verdadeiras pragas ao meio ambiente, e certamente para os coletores de lixo, ao ter que ficar pegando em frente às casas as várias sacolinhas depositadas. Que horror!!!! É tempo de acabar com isso!!

A sacola plástica leva cerca de 300 anos para se decompor, e muitas delas vão parar nos mares interferindo no ecossistema.  Se pensarmos que mundialmente circulam bilhões ou trilhões de sacolas plásticas por ano, e que de cada dez, oito são mandadas para aterros e apenas duas recicladas em nosso país, conseguimos estimar o estrago que isso causa ao planeta.

Fica claro que uma mudança de atitude deve ocorrer mundialmente para abolir as sacolas plásticas. Aqui no Brasil muitas prefeituras apresentam essa preocupação, criando incentivos para que redes de supermercados, padarias, lojas e outros estabelecimentos façam uso de sacolas retornáveis, diminuindo assim o seu descarte na natureza.

Depois de saber tudo isso, que tal comprar uma sacola retornável para suas idas ao supermercado, feiras, etc.

A natureza agradecerá! Com certeza achará uma sacola que combine com você!

Érica Sena: bióloga, gestora ambiental e educadora- 2009

 

 Atualmente a mídia e os consumidores se dividem opinando contra e a favor da distribuição gratuíta das sacolas plásticas nos supermercados.
  Tenho visto inúmeras matérias falando mal das ecobags, das caixas de papelão, e outras falando mal das sacolas plásticas. Analisando tudo isso, noto que ficou um jogo de interesses mais econômicos do que ambientais, e que não levarão a nada, pois os consumidores se sentem lesados e perdidos.
Faltou trabalhar esse tema com as ferramentas da Ed. Ambiental.
O problema é mais embaixo…
Acho que o grande problema não é este: se devemos ou não embalar as compras com sacolas pláticas, ecobags, caixas de papelão, mas sim a quantidade de embalagens usadas diariamente e descartadas incorretamente no meio ambiente ( rios, mares, ruas) ou indo para aterros.
Eu há anos levo sacolas retornáveis ou carrinhos de feira ao supermercado, evitando trazer dezenas de sacolas plásticas, usando- as apenas quando necessárias.
Não me sinto  uma ECO OTÁRIA ao usar ecobags, já que não as comprei das grandes redes de supermercado.Faço uso dos 5 R´s ( Repensar, reduzir, recusar, reutilizar e reciclar), e não vou pela cabeça da mídia, mas sei que uma grande % da população vai, o que me preocupa.
A mídia está a favor da sustentabilidade ou contra?
O que realmente falta dentro do consumo?
  Precisamos de campanhas de Educação Ambiental que conscientizem os consumidores à utlizarem sem excesso as embalagens, e principalmente que façam coleta seletiva, destinando corretamente para reciclagem,  e não jogando em qualquer lugar.
Infelizmente tenho vivenciado no dia-a-dia que muitas pessoas, automaticamente, jogam embalagens de água, salgadinho, balas, etc, no chão, geralmente sem pensar no impacto disso no meio ambiente. Acho que faz parte da nosso cultura.
E é nesse ponto que a mídia deveria trabalhar criando campanhas para sensibilizar a todos, e não ficar dividindo opiniões, e enfraquecendo a luta em prol da sustentabilidade.

Concluindo sobre o uso das sacolinhas:
Se os consumidores usassem na medida certa todas as embalagens, destacando as sacolas plásticas, e as descartassem corretamente, mandando-as para a reciclagem, não teríamos que passar por essa polêmica,não acham?
Imagens elucidativas:

O uso das sacola pláticas no mundo ( Edênia Mandacaru)

 

Folha.com-1

 

Folha.com-2
Folha.com- 3
Leia algumas matérias sobre as sacolas plásticas
Imagens: Folha.com:
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1038948-supermercados-de-sp-param-de-fornecer-sacola-hoje.shtm

Érica Sena

Entendendo o conceito de Energia Sustentável!

Por erica sena às 6h41 de 24/01/2012

Você sabe o que é energia sustentável? Conhece as alternativas energéticas mais promissoras? Solar, eólica, das ondas e geotérmica são quatro das muitas abordadas nesse vídeo.

Assista ao vídeo feito por Devanil Jr! É o raio de Sol

 

 

Parabéns pelo trabalho!

Érica Sena

 

Ano novo, logo nova do ECOcardioGRAMA!

Por erica sena às 21h44 de 21/01/2012

 

 

 

Aproveito para convidar a todos amigos ambientalistas que têm perfil no Facebook a conhecer e entrar o grupo dos Ambientlistas unidos em prol da sustentabilidade- AUPS.

Eu, Érica Sena, criadora do grupo, juntamente com todos os membros, te esperamos lá para enriquecer ainda mais esse espaço de discussão e informação.

https://www.facebook.com/groups/129370590490750/

Boa semana,

Érica Sena

ECOcardioGRAMA

erica sena
@erica sena
Sou uma ambientalista tentando alertar os seres humanos! Sou bióloga, gestora ambiental, especialista em Tecnologia Ambiental e educadora. Escrevo artigos ambientais e faço palestras. Tenho um blog ambiental: PENSAR ECO, É LÓGICO! http: pensareco.blogspot.com/ ECOcardioGRAMA: http://atitudesustentavel.uol.com.br/ecocardiograma/ Desempenho também a parte de comunicação digital de duas cooparativas: http://cooperativacooperaacs.blogspot.com http://cooperativacrescer.blogspot.com/
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