Educação: ferramenta de mudança

Por Blog do Práticas às 14h39 de 18/04/2013
Aproveitando o Dia da Educação, comemorado em abril, gostaria de propor uma reflexão sobre o tema. Nos últimos anos, a educação tem avançado consideravelmente em nosso país. Uma das nossas maiores conquistas no ensino básico foi incluir quase todas as crianças e adolescentes de 6 a 14 anos na escola* e, ainda, 83% dos jovens de 15 a 17 anos frequentam o ensino médio*. Por meio de programas de apoio e desenvolvimento da educação, conseguimos evitar a evasão escolar, que, até uma década atrás, era considerada um grande problema.

Porém, mais do que fazer crianças e jovens frequentarem as salas de aula, é preciso melhorar a qualidade do ensino, garantindo professores mais bem preparados e um ambiente propício à aprendizagem. E foi nesse terreno fértil que o Santander encontrou lugar para implantar uma de suas ações mais importantes, o Projeto Escola Brasil (PEB). Mais de 3 mil voluntários trabalham para elevar a qualidade no ensino básico público, organizando programas de educação complementar e melhorando a infraestrutura nas mais de 200 instituições de ensino atendidas. Enquanto isso, o Programa de Educação Infantil, em parceria com o MEC, investe na formação de profissionais que trabalham em creches e pré-escolas.

No ensino superior, o número de alunos também cresce – mesmo que de forma mais lenta e desigual. Com programas de acesso à universidade, como o Prouni e as cotas para estudantes da rede pública em universidades estaduais e federais, conseguimos fazer com que mais jovens chegassem ao ensino superior. Porém a desigualdade ainda é grande. Enquanto 62% dos jovens brancos estão na faculdade*, apenas 28% dos negros frequentam a graduação*. Como reflexo, somente 11% das pessoas com idade entre 25 e 37 anos concluíram o ensino superior*.

Como a universidade é um espaço privilegiado para o surgimento de novas ideias, o Santander Universidades investe em ações de apoio a alunos, professores, pesquisadores, reitores e instituições com a oferta de bolsas de estudos que incentivam a mobilidade, a inovação e o empreendedorismo.

Outras iniciativas nesse sentido são o Santander Práticas de Educação em Sustentabilidade(SPES) e o Desafio Santander de Sustentabilidade, que convidam professores e estudantes a refletir sobre atitudes sustentáveis, incluindo o tema em disciplinas obrigatórias da graduação e em seu próprio dia a dia.

Os resultados dessas ações fortalecem nossas crenças de que apoiar e fomentar a melhoria da educação contribui diretamente para o desenvolvimento social e para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Para o Santander, formar crianças e jovens, hoje, é investir no Brasil de amanhã.

Conheça todas as nossas iniciativas pela educação e veja como foi o evento de premiação do SPES aqui.

*Fontes: Censo da Educação Superior 2010 (Inep e MEC), Fapesp, Finep, Ibope, Instituto Paulo Montenegro e OCDE.

Amalia Sangüeza Pardo
Gerente de Desenvolvimento Sustentável

Como ter um feliz Natal sem comprometer o Ano Novo

Por Blog do Práticas às 11h21 de 21/12/2012
Comemorar a passagem do ano é celebrar o carinho que temos por todos que amamos. Com essa intenção surge o presente, ou melhor, o ato de presentear. As lembranças e mimos, hoje parte da celebração do Natal, reforçam o clima de confraternização já que simbolizam nossos bons sentimentos pelos que nos são próximos.

Mas é fato que não devemos ser reféns disso. Não precisamos nos comprometer – ou às nossas finanças – por conta de um impulso ou uma atitude impensada nesse período de festas. Daí surge a pergunta: como garantir um feliz Natal sem comprometer o Ano Novo?

Planejar-se com antecedência é uma das coisas mais eficientes a ser feita. O Natal acontece todos os anos na mesma data. Não tem imprevisto. E se não tem imprevisto, não é preciso esperar a época em que os preços estão mais altos para fazer as compras. Se a partir de setembro ou outubro for feito um planejamento financeiro, com certeza o início do ano aconteceria com maior tranquilidade.

O planejamento também ajuda a decidir melhor, pois dá mais tempo para a comparação dos preços e mais tranquilidade na escolha dos presentes e dos presenteados. Uma boa ideia é utilizar a internet, principalmente as ferramentas que comparam os preços em diversas lojas. Você vai notar que muitas vezes a diferença entre uma e outra é gritante. Então por que resolver tudo na última hora?

Outra dica é usar a criatividade. As vezes, para aquela pessoa mais distante, como os colegas do trabalho, um bolinho, um cartão, uma visita, enfim, algo que não seja tão caro, mas que tenha um valor simbólico, seja a melhor pedida. Afinal, a questão não é o quanto custou, mas o que aquele presente significa. Convites para passeios ou para um café no final do expediente, uma cerveja no happy hour também são ótimas formas de celebrar as relações no final de ano.

O 13º salário também deve ser utilizado com equilíbrio e bom senso. Se a pessoa estiver endividada, é um bom momento para saldar as dívidas. É uma boa oportunidade para resolver essas questões, para que isso não se arraste para o ano seguinte. Outra recomendação que eu sempre faço é tentar reservar parte do 13º para cobrir possíveis imprevistos.

Conversar sobre dinheiro com a família também pode ajudar não só a segurar os gastos na época do Natal, mas a se preparar para o futuro. Talvez um jeito de começar o ano com o pé direito seja colocando as contas na mesa, sendo transparente, e fazendo esse planejamento junto com o seu parceiro(a) e, porque não, com os seus filhos.

É possível sim comemorar o Natal sem comprometer o Ano Novo, basta se programar e não extrapolar as finanças durante as festas de fim de ano.

Andyara Santis
Analista de Educação para Sustentabilidade do Santander

Por Blog do Práticas às 22h19 de 13/12/2012
Foi uma honra ter feito a palestra de abertura da cerimônia de premiação do Santander Práticas de Educação para Sustentabilidade. Foi muito bom perceber que a sustentabilidade está sendo abordada de forma transversal pelos professores finalistas.

Para mim, a questão é exatamente essa. É entender a sustentabilidade não só como uma maneira de fazer as coisas, mas como um jeito de ser. Diante de um momento de crise econômica, social, ambiental, política e de valores, ou seja, de uma crise civilizatória, surge a necessidade de ressignificarmos a educação para que ela se torne uma aliada fundamental na formulação das saídas para o momento que vivemos.

Acredito que a crise de valores é que faz com que existam desdobramentos perversos na economia, na relação com a natureza, na relação das pessoas umas com as outras e nos processos decisórios que se configuram na política. Isso é muito grave, pois está fazendo com que a gente sacrifique os recursos de muitos anos pelos lucros de apenas algumas décadas.

Nesse contexto, a educação é um espaço de influência privilegiado para a criação de novos ideais ligados a essa temática. Sou professora e a educação fez um milagre na minha vida. Comecei a estudar só aos 16 anos e sei que é a educação que gera a igualdade de oportunidades que tanto almejamos.

Os professores, pessoas que se dedicam à arte de aprender e ensinar, podem colaborar com a construção desse futuro mostrando que precisamos sair do conforto das opções e partir para o terreno das escolhas. “Optar” significa decidir entre o que já está posto e a possibilidade de escolher por algo que ainda não existe. Nós, seres-humanos, temos essa imensa capacidade de acreditar criando.

Eu tenho certeza que a educação pode mudar as pessoas e torná-las agentes de transformação. A mudança do nosso atual modelo predatório de desenvolvimento precisa partir daí!

Marina Silva
Ex-ministra do Meio Ambiente

Premiando a sustentabilidade na educação

Por Blog do Práticas às 10h42 de 11/10/2012
Foram onze meses de trabalho e, ao olhar para os resultados alcançados, é possível afirmar que todo o esforço já valeu a pena: mais de 250 professores se inscreveram nesta 2ª edição do Prêmio Santander Práticas de Educação para a Sustentabilidade. Desse total, 32 compartilharam seus casos no site e seis finalistas apresentarão suas próprias experiências no encerramento do concurso cultural, que vai acontecer no próximo dia 22, em São Paulo.

É com muito prazer que convido você a estar conosco nesse momento, que reunirá os finalistas e será transmitido ao vivo para todo o Brasil. A premiação é aberta ao público e contará com a participação de Marina Silva. A ambientalista e ex-ministra do Meio Ambiente vai falar sobre “O Papel que a Educação para a Sustentabilidade tem no Desenvolvimento do Brasil.”

É interessante perceber que as seis propostas finalistas são um resumo da rica diversidade de pontos de vista e propostas que emergiram ao longo do processo. Desde a inserção do tema nas disciplinas Processo Administrativo e Teoria Geral da Administração (TGA), até as atividades práticas, como a elaboração de artigos científicos contextualizando assuntos trabalhados na disciplina de Análise Estatística e a criação de um Blog em que os alunos são convidados a escrever e assumir seu compromisso ético com a sustentabilidade.

Ao longo do processo, os professores participaram de três discussões on-line. Os temas foram respectivamente: “Crescimento qualitativo: o Brasil como líder do movimento”, “O que o mercado procura no profissional de hoje e do futuro?” e “Avanços da Sustentabilidade no Ensino Superior e o caso FIS (Formação Integrada para Sustentabilidade) da FGV”.

O bate-papo inicial foi com o físico austríaco, Dr. Fritjof Capra, que esteve no Brasil no início deste ano, a convite do Santander. Os demais foram conduzidos por profissionais de prestígio no mercado, por exemplo, o Prof. Dr. Pedro Roberto Jacobi, Érica Gallucci, Eitan Blanche, Maria Luiza Pinto, Sofia Esteves e José Roberto Cavallin.

Por meio do Prêmio, o Santander fomenta uma rede de especialistas engajados na formação de profissionais e, em especial, líderes para a sustentabilidade. Venha fazer parte! Inscreva-se para o evento aqui.

Esperamos por você!

Abraços,

Sandro Marques
Gerente Executivo da área de Desenvolvimento Sustentável

Formando profissionais para um mercado sustentável

Por Blog do Práticas às 17h56 de 27/08/2012
Acabamos de divulgar no site do Santander Práticas de Educação para Sustentabilidade, o resultado das propostas dos 32 professores de economia e administração, classificados para a 3ª etapa da iniciativa. Eles aplicaram a sustentabilidade em sala de aula durante o primeiro semestre de 2012 e, assim, buscam formar profissionais mais preparados para a gestão de negócios sustentáveis.

Projetos incríveis foram colocados em prática e estão tendo resultados efetivos. No site é possível acessar a proposta que os professores se colocaram no início do semestre e o pdf com o relato de cada participante sobre a experiência implementada. O documento inclui programa de aulas, processo de avaliação e um depoimento do professor sobre como essa experiência impactou a sua forma de ensinar.

Agora é o momento da expectativa. Uma banca está avaliando os casos e divulgará os seis finalistas no dia 2 de outubro. Os selecionados apresentarão seus trabalhos em um evento aberto ao público, e transmitido ao vivo pela internet, no dia 22 de outubro em São Paulo. Os três vencedores receberão uma bolsa para estudar empreendedorismo na Babson College, nos Estados Unidos. Agende-se!

Desde já, quero parabenizar todos os professores que participaram e aceitaram a missão de incorporar a sustentabilidade em seus planos de aula. Os participantes estão empenhados em formar profissionais mais bem preparados para os desafios da sociedade contemporânea, com mais repertório para considerar, junto ao fator econômico, as questões socioambientais em suas decisões.

Esse material é uma ótima fonte de inspiração. Divulgue em suas redes. Vamos espalhar essas boas ideias!

Cristine Rosa
Consultora de Desenvolvimento Sustentável do Santander

Formação para sustentabilidade

Por Blog do Práticas às 15h54 de 29/06/2012
A disciplina Formação Integrada para Sustentabilidade (FIS) é, com certeza, a experiência mais inovadora que já vivenciei como aluna de graduação da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP). Lá passei por um processo de desconstrução de padrões que me fez ver o mundo com outros olhos, com toda a dificuldade e beleza que a diversidade de opiniões e percepções nos oferece.

O FIS é uma matéria optativa, na qual são apresentados dois projetos que acontecem simultaneamente: um visa ao crescimento individual do aluno, enquanto no outro, o aluno desenvolve uma proposta de gestão a partir de um caso de uma empresa real. Como parte do processo de aprendizagem, também foi feita uma viagem a campo onde tivemos a oportunidade de conhecer quem vive na prática o problema estudado.

O desafio da minha turma foi criar uma política de gestão e desenvolvimento de fornecedores para o setor da mineração, orientada a partir das premissas da sustentabilidade. Para tanto, fomos até Minas Gerais e Goiás conhecer unidades de empresas mineradoras, conversar com fornecedores e com as comunidades locais. A viagem foi marcante e o grupo ficou mais próximo na medida em que íamos nos aprofundando no tema.

Em Minas Gerais, visitamos uma mineradora instalada no centro da cidade de Paracatu. Também tivemos a oportunidade de conversar com o bloco cultural local, que chamou a atenção pelo fato de propor a discussão de temas polêmicos e falar sobre sustentabilidade com a população, sempre de maneira lúdica e a partir da música. Foi um encontro muito alegre e que nos agregou muito. No município de Vazante, conversamos com a secretária da Educação, que comentou sobre a complexa relação entre uma indústria e as comunidades locais adjacentes.

No último dia, em Pirinópolis, no interior de Goiás, fomos ver o sol nascer e depois praticar ioga. Isso ajudou no processo de digestão de todas as informações e sentimentos que colhi ao longo da viagem, e foi o que me fez começar a indagar sobre o nosso papel na Terra.

O FIS me proporcionou momentos que vão ficar na memória para sempre. Essa experiência resgatou o que eu achava que havia perdido: acreditar no potencial de transformação do ser humano. Se eu pudesse fazer uma comparação entre essa experiência e uma das obras de Guimarães Rosa, diria que no FIS estamos, todos juntos, buscando alcançar a terceira margem do rio, um mundo mais viável para todos.

Para saber mais sobre a eletiva da FGV e conhecer projetos de outros semestres, acesse:www.fgv.br/fis

Gabriela Carpinelli
Estagiária da Diretoria de Desenvolvimento Sustentável do Santander

O ensino da sustentabilidade precisa ser transversal

Por Blog do Práticas às 13h24 de 25/06/2012
Venho observando um aumento significativo na quantidade de instituições de ensino superior que se preocupam em formar estudantes com conhecimento e habilidades voltados para a sustentabilidade. E isso é muito positivo.

Na minha opinião, a discussão ainda é muito incremental e, geralmente, não atinge um ponto fundamental no ensino da sustentabilidade: a transversalidade. Por isso, foi tão interessante participar do videochat com os professores do concurso Santander Práticas de Educação para Sustentabilidade.

A oportunidade de conversar e responder as perguntas desses profissionais que estão trabalhando para inserir a sustentabilidade nos cursos de administração e economia pelo Brasil foi muito produtiva. Pude perceber que esses educadores desempenham um papel estratégico, pois muitas vezes parte deles o desenvolvimento de metodologias mais interativas, que estimulem a interdependência entre as disciplinas.

No videochat também conheci um pouco mais do Programa Metodista Sustentável e da disciplina de Formação Integrada para Sustentabilidade (FIS), da FGV, apresentado pela Érica Gallucci, que participou do bate-papo comigo. São iniciativas exemplares para todas as universidades que pretendem começar um projeto relacionado à sustentabilidade.

Por isso, convido a todos para assistirem ao vídeo do nosso bate-papo virtual e lerem o artigo“Educação para a sustentabilidade nos cursos de administração: reflexão sobre paradigmas e práticas”, que escrevi em parceria com alguns colegas. Temos aí uma boa fonte de inspiração para pensar como ensinar o tema. Boa leitura e boa prática!

Pedro Roberto Jacobi
Professor titular da Faculdade de Educação e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental (PROCAM) da Universidade de São Paulo

Procuramos jovens profissionais bem preparados e mais conscientes

Por Blog do Práticas às 11h21 de 01/06/2012
Recentemente, participei de um videochat, junto com Sofia Esteves, fundadora e presidente da Cia. de Talentos, e José Roberto Cavallin, consultor com ampla experiência em inserção da sustentabilidade na educação corporativa. Durante o bate-papo conversamos com os professores participantes do concurso Santander Práticas de Educação para Sustentabilidade sobre o que o mercado procura no profissional do presente e do futuro.

Mediante minha experiência na área de recursos humanos, posso dizer com propriedade que os jovens profissionais, hoje em dia, assim como em minha época de estudante, consideram o aspecto financeiro em suas decisões, o que é muito importante, mas ainda ponderam muito pouco os impactos sociais e ambientais de suas escolhas. O que temos notado é que essa formação, orientada somente para o financeiro, pode dificultar o processo de encontrar profissionais com visão sistêmica, preparados para responder aos novos desafios que as questões do desenvolvimento sustentável representam para as empresas.

Embora cursos específicos de graduação sobre o tema desenvolvimento sustentável sejam importantes, tenho certeza de que a inserção transversal da sustentabilidade nas grades curriculares é o grande diferencial para formar os profissionais que queremos ter nas empresas. Buscamos pessoas com bom nível de autoconhecimento, capazes de dialogar e que possam uma visão sistêmica sobre as decisões que deverão tomar no seu cotidiano.

São todos esses fatores e constatações do nosso dia a dia que nos levaram a criar o concurso. Com ele, queremos incentivar os professores dos cursos de administração e economia a inserirem a sustentabilidade em sala de aula.

Sei que formar profissionais com esse novo olhar é um desafio e tanto, mas 250 professores toparam a ideia e se inscreveram no nosso concurso. Desses, 39 foram selecionados para a segunda fase e já estão aplicando suas propostas de sustentabilidade nos planos de ensino junto às turmas e participando de vídeo-chats como esse.

Considero este um momento muito especial aqui no Banco, pois estamos trabalhando junto com a universidade para mudar o patamar de consciência das pessoas. E, assim, participamos de uma transformação que vai além da nossa própria organização.

Confira o videochat, acompanhe o desenvolvimento do concurso. Esteja conosco nessa empreitada!

Maria Luiza Pinto
Diretora Executiva de Desenvolvimento Sustentável do Banco Santander

Reencontro com Fritjof Capra

Por Blog do Práticas às 10h55 de 19/04/2012
Receber o convite do Banco para participar do evento com o escritor Fritjof Capra me fez lembrar dos meus tempos de faculdade. Foi por volta de 1992 que li o “Ponto de Mutação”, leitura sugerida para uma das disciplinas do curso de Administração de Empresas na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Naquela época não tinha a dimensão de quem era o Capra, mas me recordo de ter ficado fascinado por seus conceitos nada triviais que dividiam opiniões entre aqueles que o consideravam um visionário e os que achavam que suas ideias não levariam a sociedade a lugar nenhum.

Não tive dúvidas quanto a ir ao encontro, afinal, era a minha chance de conhecer pessoalmente uma personalidade tão polêmica e inovadora. Estava ansioso para ouvir suas ideias mais recentes sobre aprendizagem, educação e sustentabilidade.

A conversa, que durou mais ou menos duas horas, foi muito instigante. Apesar dele ter falado bastante sobre as ideias expressas em seus livros, como a ciência da complexidade e importância das redes, que eu já conhecia, ouvir tudo aquilo novamente me trouxe novas percepções bastante úteis para o meu momento de vida.

Três pontos relacionados ao crescimento qualitativo – que era o tema da palestra – me parecem essenciais nos dia de hoje. O primeiro é a necessidade de uma gestão empresarial baseada em valores éticos e que priorize o bem coletivo. O segundo, a constatação de que tanto as possibilidades de aprendizagem quanto a própria sustentabilidade estão em todos os lugares. E, por fim, que as empresas precisam sair da sua zona de conforto e estarem dispostas a ampliar suas redes de diálogo.

Sai de lá pensando nas palavras de Capra e acho que ainda vou continuar refletindo por algum tempo. Mas, o que ficou muito claro para mim é que encontros como esse são inspiradores e essenciais para ampliar nossa percepção sobre a vida, o trabalho e sobre nós mesmos.

Alcir Miguel Jr.
Diretor Executivo da Mendes Miguel Educação Corporativa, empresa fornecedora do Banco

O valor que vem das pessoas

Por Blog do Práticas às 10h44 de 16/04/2012
Agora que chegamos ao final da 10ª edição do Programa Amigo de Valor, paro para fazer um balanço do movimento e vejo que a maior riqueza está no envolvimento das pessoas. É essencialmente pela participação dos funcionários, estagiários, o grupo de trabalho, clientes, líderes e representantes municipais – que conseguimos resultados tão incríveis como os de 2011.

Tivemos uma arrecadação recorde de R$ 9 milhões. Foram quase 30 mil funcionários e estagiários do Santander, mais de 3.500 clientes (pessoas física e jurídica) além do próprio Banco direcionando recursos de seu Imposto de Renda (IR) devido e fazendo doações aos Fundos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente. Com esse valor, vamos apoiar a execução de 48 projetos voltados para promoção e garantia de direitos de crianças e adolescentes nas seguintes áreas: violência doméstica (física e psicológica); drogas e alcoolismo infantil; trabalho infantil e/ou adolescentes que cometeram atos infracionais e estão fora da escola; e acolhimento institucional.

Sem dúvidas é um programa encantador. Tudo começa quando os funcionários saem do Banco e vão até municípios com os piores índices de desenvolvimento infantil e exclusão social do país para conhecer a situação da criança e do adolescente no local. Eles levam consigo o conhecimento técnico, mas ao chegar lá se deparam com as dificuldades de quem vive nessas cidades. E é nesse momento que vem à tona o fato de que não há receita de bolo. Cada município tem as suas necessidades e precisa de uma orientação personalizada, uma atenção especial.

A partir dessa troca de experiências, todas as pessoas que se envolvem no processo saem modificadas, pois percebem que podem ser cidadãs atuantes e ajudar a colocar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em prática. É transformador quando percebemos que nossas pequenas atitudes tem a capacidade de mudar a vida de milhares de brasileiros.

Essa motivação que vem de diferentes partes do Brasil contagia colegas de trabalho, amigos e clientes. Por tudo isso, só tenho a agradecer a todos que de alguma forma contribuíram para mais um ano de sucesso do Amigo de Valor. Muito obrigada a cada um pelo empenho, tempo e recursos destinados a essa iniciativa!

Espero poder contar com vocês novamente em 2012!

Gleice Maysa Pereira da Silva
Analista de Responsabilidade Social

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@equipesantander
O blog do Práticas é um conteúdo do Espaço de Práticas em Sustentabilidade, uma iniciativa que visa compartilhar o aprendizado em sustentabilidade do Santander com a sociedade por meio de conteúdos como o Blog do Práticas, Cursos Online, Videochats, Banco de Práticas e a TV do Práticas. Os post do blog são escritos por funcionários e parceiros de diversas áreas do Santander e visam promover a troca de ideias e informações sobre o tema com a sociedade.
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